Frevo Mulher

No Uruguay, um dos "problemas" era a coletânea musical. Lógico, numa "casa" com no mínimo mais 6 pessoas e um computador e paredes extremamente finas (eu conversava deitada na cama com quem tava cozinhando na cozinha...), você tem que aprender a tolerar e não reclamar muito das músicas tocadas.
Eu, de modo geral, controlei a minha chatisse. Eu confesso que não houve nenhum dia em que eu detestei as músicas (o que quer dizer que graças a deus ninguém lá resolveu por para tocar sertanejo), até eram bem boas. O problema passou a ser, então, a quantidade de repetição.
Porque, vejam bem, havia só um computador "majoritário" e sempre usado nas caixinhas de som... ou seja, as músicas eram só as do computador... portanto, cada semana karumbezística foi marcada por uma banda ou música.
A primeira semana, da qual eu não fiz parte, foi marcada por Manu Chao. Cantor francês bem bom. Eu acho que é francês... com pais espanhóis... acho... hehehe
A segunda semana, a que eu cheguei, foi dominado por Abuela Coca. Legalzinho o grupo. Não me pessa muitas informações. Só lembro da música que falava (já traduzido, mas a banda canta em espanhol) Porque todas as coisas que estão mal se vão... todas... Bem legal, né?!
E na última semana reinou Frevo Mulher, do Zé Ramalho. Não músicas do Zé Ramalho, só Frevo Mulher mesmo. Foi o tema da última semana (acho que o nível de testosterona estava extremamente alto já que eu era a única mulher... induziu a isso...) e tocou todos os dias no mínimo 5 dias...
Em homenagem a isso (já que ficará marcado para sempre) e também porque eu até gostei da música (difícil seria se eu não gostasse...), resolvi postá-la aqui para vocês se deliciarem como eu.

Frevo Mulher


Quantos aqui ouvem
Os olhos eram de fé
Quantos elementos
Amam aquela mulher...

Quantos homens eram inverno
Outros verão
Outonos caindo secos
No solo da minha mão...

Gemeram entre cabeças
A ponta do esporão
A folha do não-me-toque
E o medo da solidão...

Veneno meu companheiro
Desata no cantador
E desemboca no primeiro
Açude do meu amor...

É quando o tempo sacode
A cabeleira
A trança toda vermelha
Um olho cego vagueia
Procurando por um...(2x)

Quantos aqui ouvem
Os olhos eram de fé
Quantos elementos
Amam aquela mulher...

Quantos homens eram inverno
Outros verão
Outonos caindo secos
No solo da minha mão...

Gemeram entre cabeças
A ponta do esporão
A folha do não-me-toque
E o medo da solidão...

Veneno meu companheiro
Desata no cantador
E desemboca no primeiro
Açude do meu amor...

É quando o tempo sacode
A cabeleira
A trança toda vermelha
Um olho cego vagueia
Procurando por um...(4x)




É fofinha a música, né?! ^^
Mais para o fim da semana eu posto o vídeo que fizeram das semanas que passamos lá (assim que conseguir pegar o vídeo). É com a música da Abuela Cola (ou Coca?!). Detalhes, detalhes... nomes são detalhes... =P

P.S. As imagens contidas nesse post não são de minha autoria e nenhum desses gatos é a Fran. Todas foram encontradas pelo Google.

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